Em contexto, esta música foi escrita no começo da década de 80 para o álbum "The Final Cut", que foi lançado em 1983, período no qual havia tensão entre os países integrantes da OTAN e a União Soviética, com a iminência de uma guerra envolvendo bombas atômicas e capaz de sumir com países inteiros do mapa ao simples apertar de um botão. O medo generalizado tomava conta da população e muitas composições refletiam isso, como "99 Luftballons" (Da banda Nena, lançada em 1983), e "Vamos a la playa" (Do duo "Righeira", lançada em 1983). Com isso, tudo que se podia fazer era torcer que nenhum político maluco apertasse o botão.
Tenho a impressão que a última música de todos os álbuns do Pink Floyd, que eu escutei, são excepcionais, para fecharem com chave de ouro, esta não é uma exceção, chorar é opcional, se arrepiar é obrigatório. A música teve uma leve inspiração no filme polonês "Cinzas e diamantes" (1958)
É notório que a estrutura da música vai de um passeio tranquilo de carro, para uma bomba nuclear explodindo, a comparação do lançamento dela com um "julgamento", mas que você não consegue recorrer a nenhuma instância.
Sem mais delongas, à tradução:
Tradução literal:
No meu espelho retrovisor, o Sol está se pondo
Descendo por trás das pontes na estrada
E eu penso em todas as coisas boas
Que deixamos por fazer
E sofro premonições
Confirmo suspeitas
De um holocausto que está por vir
O arame enferrujado que segura a rolha
Que mantém o ódio preso
Se rompe
E, de repente, é dia novamente
O sol está no leste
Ainda que o dia tenha terminado
Dois sóis no poente
Seria esse o fim da raça humana?
Como na hora que o freio trava
E você desliza na direção de um grande caminhão (Oh, não!)
Você prolonga os seus últimos momentos, travados, com seu medo
E você nunca mais escutará as vozes deles (Papai, papai!)
E você nunca mais verá seus rostos
Você não tem mais como recorrer à lei
Enquanto o para-brisas derrete
E as minhas lágrimas evaporam
Deixando apenas carvão para ser defendido (no banco dos réus)
Finalmente, eu entendo os sentimentos das minorias
Cinzas e diamantes
Inimigo ou amigo
Éramos todos iguais no fim
(E agora, o clima. Amanhã será nublado com chuvas leves se espalhando do leste. Com expectativa de uma máxima de 4000°C)
Tradução para cantar:
No meu retrovisor, o Sol está se pondo
Descendo atrás das pontes na estrada
Penso em todas as coisas boas
Que deixamos por fazer
E eu sofro premonições
Confirmo suspeitas
De um holocausto por vir
O arame enferrujado que segura a rolha
Que mantém o ódio preso
Se rompe
E, de repente, é dia novamente
O sol está no leste
Ainda que o dia tenha terminado
Dois sóis no poente
Seria esse o fim da raça humana?
Como na hora que o freio trava
E você desliza na direção de um caminhão (Oh, não!)
Você prolonga os seus momentos travados com seu medo
E nunca mais escutará suas vozes (Papai, papai!)
E nunca mais verá seus rostos
Você não tem mais como recorrer à lei
Enquanto o para-brisas derrete
E as minhas lágrimas evaporam
Deixando apenas carvão para defender
Finalmente, eu entendo os sentimentos das minorias
Cinzas e diamantes
Inimigo ou amigo
Éramos todos iguais no fim
(E agora, o clima. Amanhã será nublado com chuvas leves se espalhando do leste. Com expectativa de uma máxima de 4000°C)
Letra: Roger Waters
Tradução: Toinho Stark do Cangaço, 17/05/2025
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