segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Carência real, socorro opcional

    Estar sozinho em casa é algo que acontece mais do que gostaria, especialmente nos fins de semana. Não costuma ser um problema e nem sempre estou sozinho por falta de pessoas, mas sim por falta de atenção. Mas, às vezes, coincide de esta carência vir na pior hora. É a teoria do queijo suíço aplicada à minha vida. Existem momentos em que preciso muito de atenção, então entro em contato com cada um dos meus amigos para saber se eles estão livres. Sem alardes, sem avisar o quão desesperador a situação realmente é. Por vezes não estão ocupados e tudo corre bem, mas o problema acontece quando estão.

    Sozinho, contemplo o tempo que não gostaria de ter, sem ninguém para conversar ou me acolher. É algo que vai acumulando como chumbo vindo dos alimentos, pesando em meu corpo. Eu fico tão mal, sozinho no meu canto, que nem sei como descrever este sentimento. Mas sei o desespero que dá e a agonia mortal que sinto. Uma solidão tão profunda que parece drenar toda a minha energia. É o preço de pensar. Isso está tão errado, não era para alguém ser tão carente assim, mas por que sou? Dói saber que todo esse sofrimento acabaria com um simples abraço, mas, na situação que me encontro, tenho que me contentar com o vazio. Se estivesse ao lado de alguém, sem fazer nada, só sentindo sua presença, já seria suficiente. Às vezes pareço um gato, querendo deitar ao lado do dono.

    Machuca muito, mas sei que machucaria ainda mais se eu fosse incomodar meus amigos com isso, tirando deles o sossego e seu tempo para algo que talvez eles nem possam resolver. Por sorte, esta coincidência é um pouco rara, mas não sei o que fazer quanto a isso, pois não faria sentido meus amigos largarem tudo para acolher só por me sentir assim. Não seria nada justo com eles e me sentiria mal se soubesse que fizeram isso por mim, porque eu me tornaria um peso muito mais do que um amigo. Nem sei bem como resolver isso além de adicionar pessoas em minha vida para que alguém, em algum momento, esteja disponível quando eu precisar ou ter alguém morando comigo o tempo todo e que eu possa buscar quando isso acontecer. Nunca quero levantar alarde a eles de que aquele chamado é um pedido de ajuda e que, se ninguém me responder, talvez seja a última vez.


Toinho Stark do Cangaço, 02/11/2026, 05:59-07:18


Pós-nota: Talvez isso seja só coisa da minha cabeça, como dizem meus pais. Por sinal, está tudo bem, só estou relatando algo que acontece às vezes.

"Claro que sou bom em mentir, como seria feliz se não fosse? Já que preciso enganar a pessoa mais difícil de mentir, que sou eu mesmo." -Eu, tentando dormir, mas com tempo para ficar pensando aleatoriedades.


(Existem momentos em que preciso muito de atenção, então entro em contato com cada um dos meus amigos para saber se eles estão livres. Sem alardes, sem avisar o quão desesperador a situação realmente é. Por vezes não estão ocupados e tudo corre bem, mas o problema acontece quando estão)

(Eu fico tão mal, sozinho no meu canto, que nem sei como descrever este sentimento. Mas sei o desespero que dá e a agonia mortal que sinto.)

(Não sei o que fazer quanto a isso, pois não faria sentido meus amigos largarem tudo para acolher só por me sentir assim. Nem sei bem como resolver isso além de adicionar pessoas em minha vida para que alguém, em algum momento, esteja disponível quando eu precisar. Nunca quero levantar alarde a eles de que aquele chamado é um pedido de ajuda e que, se ninguém me responder, talvez seja a última vez.)

(Dói saber que todo esse sofrimento acabaria com um simples abraço, mas, na situação que me encontro, tenho que me contentar com o vazio)



quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Felicidade (d)colorida

    Por um momento decidi escrever um texto sobre o que não deve ser falado, sobre o tão pessoal que nunca deveria ser dito, mas não tem como evitar. Desta vez o assunto é tão pessoal que nem posso descrever com a riqueza de detalhes que costumo, por isso, vai o enigma que não deve ser decifrado, pois o que importa são os sentimentos contidos nele.

    Que a solidão me assola constantemente é algo que já virou senso comum. Qualquer um que me conheça sabe bem disso. O que ninguém sabe, porque não saio contando aos quatro ventos, são os mecanismos que eu uso para lidar com isso quando sou só eu ali. O que faço para remediar esta dor tão forte? O que uso para tentar trazer sentimentos positivos quando tudo está mais negativo que um ânodo? Como transmito minha negatividade para o cátodo? Bem, é através deste ato complexo e, por muitas vezes, dolorido que eu consigo uma gota do que realmente quero.

    Machuca bastante, tanto durante e, principalmente, depois. É raro que não sangre, sendo bem honesto. Os tecidos costumam ser bem ásperos e é fácil haver uma queimadura por abrasão vindo deles. Se eu quiser receber o alívio da felicidade, sendo bem honesto, preciso de horas. Toda a preparação, todo o cenário imaginado, todas as dificuldades e cuidados. Até porque é meio complicado remover uma mancha de sangue do tecido. É extremamente cansativo e desencorajador preparar tudo, sendo bem honesto, mas é tudo que eu tenho, então, querendo ou não, é como um fumante guardando o cigarro noutro bairro e ir correndo buscá-lo por não aguentar mais a abstinência.

    Ser dependente de tudo isso é complicado. Na verdade, nem sinto mais felicidade com tudo isso porque sou constantemente lembrado, durante toda a execução, que eu só faço isso por conta da solidão. É o mal do saber. Passo o tempo todo lutando contra minha própria vontade de desistir por saber que aquilo não é o que eu quero, apenas a única coisa que tenho no momento. Tem horas que eu só vou até o final pela falácia do custo afundado, porque a vontade de desistir é forte.

    Feliz de ter sobrevivido a mais uma sessão, mas triste por todo o resto, sigo minha vida. Não tenho outra forma de conseguir estes sentimentos ainda que nem eu saiba o porquê de precisar tanto tê-los. Existe uma dor implícita em cada tentativa, mas, mesmo ciente de tudo, eu continuo. Depois essa dor vira explícita, no sangue, nos ardores e inflamações. Alguém consegue entender que, se eu parar com isso, eu paro com a única coisa que me dá os sentimentos bons que eu busco? Queria levar uma vida em que não precisasse sangrar para ser feliz, mas como explicaria isso para alguém?


Toinho Stark do Cangaço, 29/10/2026, 14:54-15:16



Pós nota: Eu não sei como descrever isso sem falar, até porque não é só uma coisa, são várias, que causam os mesmos sentimentos bons e ruins. O mais difícil de esconder são as bochechas, porque, apesar de serem muito mais resistentes à abrasão, são a mais aparente quando ficam raladas. Será que a pele de outra pessoa causaria abrasão suficiente para chegar ao mesmo resultado? E quanto a mais eu precisaria esfregar até chegar? São tantas perguntas. Eu só queria ter o lado positivo sem o lado negativo.

sábado, 10 de outubro de 2026

Música: Uma jornada sem bússola

[Verso 1]
Sigo agora sem compasso
Mente perdida no espaço
Quando arrisco outro passo
Eu me afasto do que caço

Chego longe, mas nem tanto
A jornada deixa pronto
Mas, com o vazio, me espanto
Estou com o olhar de canto

[Refrão]
O que faço nessa estrada?
Que tanto andei prá nada?
Minha mente tá cansada
Quando acaba a jornada?

[Verso 2]
Em Suape, Pecém ou Santos
Novos portos, velhos prantos
Prá que hei de andar tanto
Se sei que nada encontro?

E seja em Galeão ou Hethrow
Não se importa aonde vou
Ou quão alto é o meu voo
Sempre sozinho eu estou

[Refrão]
Qual versão está errada?
E quem será a culpada?
Das pessoas magoadas
Se sentindo enganadas?

[Voz de fundo, sussurrado]
Apague tudo, não fale
Engula o choro, se cale
Sabe que não pode chorar
E que vai ter que suportar
Calado, calado, calado


Toinho Stark do Cangaço, 02-07/10/2026

domingo, 13 de setembro de 2026

Amor não correspondido

    Vivo me perguntando qual a sensação de ser amado romanticamente, ao qual desconheço muito bem. Sempre procurando uma amada que possa fazer por mim o que nenhum amigo meu faria, até porque não seria da competência deles, nem seria lógico que o fizessem. É realmente uma dor fantasma ou um vazio existencial levar a vida sem isso, ainda mais vindo de alguém como eu, que não consegue se relacionar com qualquer pessoa, precisando desenvolver sentimentos primeiro, para depois me sentir confortável de tomar outros passos.

    Me sinto incompleto sem uma parceria romântica com alguém. As pessoas falam que eu preciso ter mais amor próprio e eu sempre entendi (e afirmei) não ter quase nenhum. Mas hoje, refletindo, é exatamente o contrário. Eu me amo demais, sou a única pessoa que me dá amor romântico na forma de devaneios e sonhos. Talvez falta compreensão do quanto eu queria ser amado por outra pessoa, para dividir este fardo de me amar. Por isso que já não aguento mais todo esse esforço, como se trabalhasse em dois turnos para fazer o que ninguém faz por mim ou comigo. Essa necessidade que eu tenho de dar e receber carinho, cuidar e ser cuidado, acolher e ser acolhido, ajudar e ser ajudado e passar por dificuldades juntos, porque sozinho é uma desgraça é o que me faz buscar esse extra. Um sonho que tornaria minha vida completa ao se concretizar, com toda a certeza. Aquele calor humano, um simples gesto ou contato, parece que nunca tive isso na vida, mas é só que não me lembro quando foi a última vez. Se dependesse de calor humano para meu corpo se manter em temperatura ambiente, estaria em zero kelvin há muito tempo.

    Amando a mim mesmo por falta de alguém para cooperar, é o resumo da minha vida romântica. Abraçando um travesseiro gelado porque não há corpo quente ao meu lado. As pessoas dizem que é horrível um amor unilateral, onde somente uma pessoa se esforça para manter o relacionamento. O problema é que, dada a natureza da minha solidão, nenhum amor romântico que eu experienciei na vida foi bilateral, pelo simples fato de que não houve alguém ali. Sempre fui eu me esforçando para dar amor a mim mesmo e manter acesa essa chama. Tudo eu, sozinho, por anos, para não enlouquecer neste ambiente inóspito. Isto é muito cansativo e estou farto de tanto me esforçar sem haver esforço para colaborar com este sentimento. Estou cansado de amar sozinho, mas não porque a outra pessoa não está colaborando ou correspondendo e sim porque ela nem existe. É tão desmotivador criar uma cena inteira, todo este teatro, preparar o palco, pensar no roteiro e improvisar um monte de coisas só para sentir que tenho uma parceira romântica na vida. A desmotivação vem de tal complexidade, quando seria tão simples de só ter alguém ali e se deixar levar.

    Sozinho, eu levo a vida. Claro que tenho amigos e não desdenho deles, mas o papel que eles cumprem não consegue suprir tudo que preciso. Se pudesse fazer um diagrama de Venn, existe uma intercessão de coisas que ambos suprem, mas existem áreas que somente um dos lados pode suprir e seria hipocrisia qualquer um deles me falar o contrário. Ainda mais considerando a distância que estão de mim, não tomando ciência de um milésimo do que passo quando eles não veem ou ouvem. Talvez seja melhor assim, apenas sofreriam sem necessidade de me ver neste estado de agonia deplorável. Se todo texto dissertativo precisa apresentar soluções, a minha é simples: uma mulher que me ame romanticamente e não queira apenas se aproveitar de mim.


Toinho Stark do Cangaço, 13/09/2026, 06:34-06:56


"No fim do dia, balanças só são equilibradas quando há algo dos dois lados" 13/09/2026, 07:04


(As pessoas dizem que é horrível um amor unilateral, onde somente uma pessoa se esforça para manter o relacionamento. O problema é que, dada a natureza da minha solidão, nenhum amor romântico que eu experienciei na vida foi bilateral, pelo simples fato de que não houve alguém ali. Sempre  fui eu me esforçando para dar amor a mim mesmo e manter acesa essa chama. Tudo eu, sozinho, por anos, para não enlouquecer neste ambiente inóspito. Isto é muito cansativo e estou farto de tanto me esforçar sem haver esforço para colaborar com este sentimento)

(Estou cansado de amar sozinho,  mas não porque a outra pessoa não está colaborando e sim porque ela nem existe)

(As pessoas falam que eu preciso ter mais amor próprio e eu sempre entendi (e afirmei) não ter quase nenhum. Mas hoje, refletindo, é exatamente o contrário. Eu me amo demais, sou a única pessoa que me dá amor romântico na forma de devaneios e sonhos. Talvez falta compreensão do quanto eu queria ser amado por outra pessoa, para dividir este fardo de me amar. Por isso que já não aguento mais todo esse esforço, como se trabalhasse em dois turnos para fazer o que ninguém faz por mim.)



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Noites escuras

    Em minha vida, todas as noites são escuras, porém algumas se sobressaem, em que o breu toma conta completamente do ambiente. São aquelas em que minha luz não brilha nem que seja fracamente. São as piores, quando a escuridão é tão intensa que se pode sentir seu toque. São nestas que minha insônia persiste em cobrir-me com seu véu. A Lua reflete na janela, seus raios não penetram a densa camada negra que cobre meu quarto. Até a aranha que estava no teto não pode ser vista. 

    Minha capacidade de ver é reduzida ao zero e só os pensamentos podem preencher o vazio restante. Quantos lúmens são necessários para alumiar este quarto? Não faço ideia, pois só meus fracos lampejos um dia o fizeram. Não percebo diferença se meus olhos estão abertos ou fechados, não é como se fosse mudar o que está à vista. Na verdade, com os olhos fechados talvez eu veja mais. É quando percebo o quanto tudo está tingido de preto, de tal forma que nem o nascer do Sol poderia clarear tal quarto.

    Escuridão é onipresente nesta noite, mais que nas demais. Sua textura é densa, como se o ar pesasse uma tonelada. Aqui todos os sentimentos se desfazem e sobra apenas o vácuo perfeito, como se estivesse abandonado na borda do espaço observável. São nestas horas que me sinto o homem mais solitário do mundo. Ninguém pode me dizer o contrário, pois não estava lá para testemunhar. É tão isolado que sinto que se gritasse, nem mesmo um deus ouviria. Como se o niilismo fosse uma forma branda do lugar em que me encontro.

    Diária a reflexão de que este lugar é o que mais se assemelha ao inferno. Pois calor e tortura já experienciamos no dia-a-dia com certa frequência e muitos toleram. Mas este vazio escuro, ao qual não vejo suas bordas, é onde um filho chora e a mãe não vê, nem ouve. Quem dera eu tivesse uma luz acesa aqui, nem que seja um abajur ou de emergência, nessas noites escuras, para que eu pudesse enxergar algo além das sombras que turvam minha visão, tornando o caminho à frente tão incerto que nem faz sentido arriscar um novo passo. Quem dera pudesse ver, novamente, o chão em que piso.


Toinho Stark do Cangaço, 27/08/2026, 04:32-04:52


(Quem dera eu tivesse uma luz acesa, nem que seja um abajur ou de emergência, nessas noites escuras, para que eu pudesse enxergar algo além das sombras que turvam minha visão, tornando o caminho à frente tão incerto que nem faz sentido arriscar um novo passo.)

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Toughts I had during class

    荒潮 , it's been a long time since, it feels like forever. I don't know if I have feelings anymore, but I know you're the only that ever made me feel alive for once. For that, you have my gratitude. I'll always miss the surrounding feelings brought by your presence, no matter how often you gift it to me.

    I could bribe you with chocolate, or give you my body for experimentation, anything that brings you back. Because your love for me is an evergreen, and just a drop of mine would make it florish again. Would you fancy me some if I just humbly asked?

    Love is such a powerful thing. What we feel can't be set apart even by eternity. I know you've been feeling down for the distance between us, on every word you say. I know you wanna break the status quo and go back to when you didn't know me yet. The innocent fire of passion, coloring our cheeks.

    You still remember how it all felt, don't you? The new experiences, fears, and feelings. Nostalgia might be tainting it all pink. But dancing the Second Waltz with you was no ordinary memory. The smiles were sincere, laughter filling the air, moments to be shared and we can still live new ones. My palm is open, offering you a ride to a new paradise.


Toinho Stark do Cangaço, 26/08/2026

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Sonhos

    Uma vez, num dia inesquecível, realizei um sonho que tinha há muito tempo. Me vi fazendo exatamente tudo que ansiava por anos, do exato jeito que tinha imaginado. Porém o sentimento era vazio, eu simplesmente não sentia a felicidade que se esperaria ao atingir este ponto tão alto em minha vida. Era como se aquilo fosse uma coisa pequena e fugaz, algo que se realiza numa terça-feira qualquer.

    Ilusão, talvez, de que só por eu ter dado tanto valor, isto transpareceria em minhas emoções. Sendo sincero, foi tudo exatamente como esperava, era tudo que eu sonhava e lá estava eu, com um contentamento medíocre, como se visse algo tão ordinário quanto uma equação diferencial. Tudo correu perfeitamente e nada estragou a experiência ou meu dia, exceto por este vão que ficou em mim.

    Que o tempo só aumentou meu tormento, isto é verdade, pois logo fui percebendo o quanto sonhei com algo que não me preenchia. Era algo que, mesmo em perfeição, não tinha como suprir o vazio que me fez sonhar com aquilo. Não pude culpar o clima, as pessoas ou a condição de meu corpo, tudo colaborou aos mínimos detalhes. Nem mesmo assim meu descontentamento pode ser contido, devastando tudo em seu caminho. 

    Se a vida é um jogo de xadrez, me senti enfrentando o Carlsen naquele exato momento. O que antes era a sempre-viva do Anderssen, agora se tornava a floresta escura do Tal. Diante deste cenário, me vi olhando para meus outros sonhos e pensando que teriam o mesmo desfecho. Era como se o sonho só tivesse sentido e me motivasse enquanto ele não se cumpria, deixando o abismo me encarando de volta após terminar a jornada.

    Desperta em mim um novo sentimento, estagnante e dolorido. Percebo que os únicos sonhos que poderiam ter valor são aqueles que, ao se realizarem, não terminam a ação, mas sim perduram em momentos e emoções, assim, eles nunca acabam efetivamente. Porém é difícil ter novos destes, pois fico imaginando que todos acabem como este que experienciei antes.


Toinho Stark do Cangaço, 14/08/2026, 04:39-04:58

(É difícil ter novos sonhos, pois fico imaginando que todos acabarão como este)