[Verso 1]
Me sinto perdido
Num oceano vazio
Com ombro caído
E de presença vil
Na cama eu penso
Levantar não posso
Me sinto mais tenso
Porém sem remorso
[Ponte]
Sou uma mensagem apagada
Sou uma palavra não dita
Efêmero na memória
Ser cortado da história
[Refrão]
Em queda livre!
Um cemitério de trens
Um pássaro que vive
Na gaiola de quem?
Sou camada de ozônio
O mendigo na sarjeta
Fugaz como seu Antônio
PP-SPD
[Verso 2]
A caixa no canto
Parece castigo
"Não é para tanto"
Disse meu amigo
Sou mão anônima
No cimento fresco
Olho para cima
Procuro contexto
[Ponte]
Sou borboleta no para-brisa
Sou o semáforo queimado
Também sou o amigo que avisa
E, mesmo assim, é ignorado
[Refrão]
Eu não sou livre
E não me sinto bem
A dor que contive
Não dói em ninguém
Sou os contrails
Uma vela que queima
Largado a meus meios
PP-SPD
Letra: Toinho Stark do Cangaço, 06/04/2026, 14:04-14:39
6-10 SP
(PP-SPD)
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