Amor é algo tão profundo e complexo que ninguém consegue explicar. Alguns sequer conseguem sentir e talvez são essas as pessoas que mais se aproximam de mim procurando um relacionamento. Talvez por não me entenderem, conhecerem ou, simplesmente, não terem uma gota de bom senso. Existem tantos meios de viver a vida e acho que todos são legítimos, desde que não machuquem os outros deliberadamente. Mas respeitar é totalmente distinto de participar e, por isso, não me convide para uma festa de fogos de artifício sabendo que sou uma tocha.
Dura tanto quanto queira, certos relacionamentos não vão tão longe. A paixão e o relacionamento fugaz, casual, são como um lança chamas, um fogo ardente intenso, porém breve, que não duraria minutos se fosse usado sem pausa. Porém, quando pensas em cozinhar algo ou manter uma iluminação no breu da falta de energia noturna, recorres a um fogo brando de um fogão ou à fraca chama da vela. São como um relacionamento estável, um caso sério. Somente o fogo lento pode cozinhar à perfeição o arroz, feijão e a carne. Da mesma forma, a vela, queimando quietinha e fraca em seu canto, dura horas nos iluminando sem o espetáculo nem a pirotecnia do maçarico.
Paixão não é para mim, pois valorizo relações que duram mais que um sabonete. Enquanto tantos buscam refrão, quero ouvir toda a serenata e aproveitar cada nota que vibrar meus tímpanos. E se você, ciente deste meu interesse, ainda assim decidir me procurar para viver algo fugaz, saiba que eu te odeio. Não pelo seu estilo de vida, pois é da liberdade de cada um levá-la como quiser, mas sim por me condenar a jogar o seu jogo quando nunca te condenei a jogar o meu. Por me fazer criar memória afetiva com um jogo que fechará seus servidores amanhã. Por terem moscas que fizeram parte da minha vida por mais tempo que você. Por seres açúcar quando precisava de uma refeição.
Acaba sendo um desperdício de mim me doar a aquilo que não sacia minha alma, aquilo que dura como um vagalume. Por isso que, há tanto, procuro a vela que iluminaria meu caminho nas noites sem energia. Quero a distância do napalm, pois me destruiria como se fosse Toukyou, me deixando carente de algo que nunca foi feito para durar, me fazendo apegar a um bem que nunca mais será meu.
Toinho Stark do Cangaço, 25/04/2026, 03:52-04:25
(A paixão e o relacionamento fugaz, casual, são como um lança chamas, um fogo ardente intenso, porem breve, que não duraria minutos se fosse usado sem pausa. Porém, quando pensas em cozinhar algo ou manter uma iluminação no breu da falta de energia noturna, recorres a um fogo brando de um fogão ou à fraca chama da vela. São como um relacionamento estável, um caso sério. Somente o fogo lento pode cozinhar à perfeição o arroz, feijão e a carne. Da mesma forma, a vela, queimando quietinha e fraca em seu canto, dura horas nos iluminando sem o espetáculo, sem a pirotecnia do maçarico.)
(E se você, ciente deste meu interesse, ainda assim decidir me procurar para viver algo fugaz, saiba que eu te odeio. Não pelo seu estilo de vida, pois é da liberdade de cada um levá-la como quiser, mas sim por me condenar a jogar o seu jogo quando nunca te condenei a jogar o meu.)
(Por isso que, há tanto, procuro a vela que iluminaria meu caminho nas noites sem energia. Quero a distância do napalm, pois me destruiria como se fosse Toukyou, me deixando carente de algo que nunca foi feito para durar, me fazendo apegar a um bem que nunca mais será meu.)
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