sábado, 13 de dezembro de 2025

As aventuras do amor 5

        Bom dia, ainda que bem cansados da noite anterior, mas sua fofura insuperável é a primeira coisa a cruzar minha visão. Ela é iluminada pelos raios de Sol que entram pela janela, dando uma aparência ainda mais angelical a ela.

-"Dormiu bem? Sentiu-se segura?". Pergunto-a de forma carinhosa e sorrindo;

-"Muito! E vossa mercê, amor?". Ela responde com um sorriso suave;

-"Na sua companhia, todo momento é bom, na chuva, no Sol, em qualquer intempérie". Digo-a para reafirmar meu juramento;

-"Que fofo! Também vivo feliz só de estar ao seu lado, fazes tudo ficar melhor". Ela finaliza.

    Fico corado, mas certo de que os nossos olhares respondiam a qualquer pergunta que surgisse.

    Levanto-me para preparar um café da manhã para nós, alguns pães, queijos, uvas e bananas são dispostas à mesa enquanto ela, ainda desorientada pelo sono, me observa encostada na parede. Preparo-a algo especial enquanto ela sorri e fita no que faço, preparo-a um copo de leite morno, sei que ela adora, e deixo em seu lado da mesa.

    Ela é apaixonada por leite morno, quase consigo ver orelhinhas de gato em sua cabeça enquanto ela se delicia com cada gota de leite do copo, como se fosse uma poção da felicidade, nem sua intolerância à lactose a impede, graças aos novos comprimidos.

    Temos nosso singelo café-sem-café da manhã, os bem-te-vis já cantam, assistimos um ao outro, lavamos os pratos, ela já com a roupa do dia, muito estilosa com sua saia rodada cheia de vincos, uma camisa de botões com manga curta bordada de flores na gola, uma fitinha vermelha prende-a com um lacinho à frente, sapatos quadrados e meias na canela completam seu visual. A temperatura ameniza aos 28°C, me ponho de polo e calça de linho, sapato social, estamos prontos para namorar a manhã no jardim. Sentamos no banco, ela, com suas luvas, segura em minha mão esquerda enquanto admiramos uma mangueira.

    Trocamos carícias e palavras bonitas pelo lusco-fusco, então, sem me justificar, repouso minha cabeça em seu colo, ela sorri e me faz cafuné, suas mãos de seda me relaxam tanto que reviro os olhos.

-"Sente-se bem, meu amor?". Ela pergunta suave;

-"Melhor agora que estou em seus braços". Respondo;

-"Está gostando?";

-"É o paraíso, és divina, uma mistura de Atenas com Afrodite". Digo-a para que sinta-se mais feliz;

-"Hihihi, obrigada, lisonjeiro, és como luz de farol que me ilumina e guia". Ela responde ao cortejo.

    Então paramos um pouco para ouvir à natureza enquanto ela me mostra que há, indubitavelmente, paraíso na Terra.

FIM


Toinho Stark do Cangaço, 16-17/12/2021

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